O mal nosso de cada dia


“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria...” (Pv 1.7) 

O conhecimento cresce a cada dia de forma dobrada em relação ao dia anterior. As pesquisas nas mais diversas áreas se desenvolvem cada vez mais rápido, a tecnologia avança de forma assustadora e o mundo parece caminhar para o estágio da perfeição. O homem pode ser cada vez mais independente, mais capaz, mais inteligente; de uma forma incrível se confirma o tempo antropocêntrico, onde, absolutamente, o homem é o centro de todas as coisas.
Não obstante, terrível coisa é se deparar com o caos moral da sociedade atual. Vivemos um tempo de despersonificação do ser. Ao caminhar pelas ruas da cidade, ao passear pelo mundo dos negócios e até mesmo dentro da instituição que nasceu pra corrigir tudo – a Igreja- é possível ver a destruição do ser humano.
Olhe ao seu redor e perceba o pior século de todos os tempos. Não tínhamos tanta tecnologia antes, também não tínhamos tanta pesquisa científica, nem mesmo tanto avanço no campo das mais diversas áreas do conhecimento. Contudo, éramos mais felizes, tínhamos mais confiança na segurança pública, acreditávamos mais nas pessoas, saíamos para passear com a família sem medo de bala perdida ou de outro ser humano. Enfim, sabíamos viver, ou seja, sabíamos nos relacionar.
Apesar de todo avanço visto no mundo nos dá segurança de conhecimento e inteligência humana, nem de longe nos faz confiar uns nos outros. Sabemos resolver cálculos nunca imagináveis, sabemos domar máquinas grandiosas, sabemos usar internet até mesmo para o frio relacionamento nas redes sociais, mas infelizmente não temos coragem de confrontar os maus relacionamentos que desenvolvemos ao longo do tempo.
Vivemos na era das aparências, onde todo mundo deve ter um perfil no facebook. Algo que mostre que sou feliz, mesmo que não seja. Precisamos passar uma boa imagem para atrair nossos contatos preciosos, seja para um emprego, para um relacionamento amoroso ou até mesmo para disfarçar que somos infelizes. Não há problema em ser o que você é, mas em querer ser o que você não é, pois não importa se você tem problemas pessoais ou enfrenta uma doença dentro da sua alma. Não importa se você tem depressão, nem mesmo se você está com o casamento acabado, importa que como ser humano você merece amigos de verdade, que não te vejam pela tela de um computador, mas que chore com você nos mais escondidos lugares ou no “meio da rua”. Não importa o seu problema, você tem alguém que pode te acolher e aceitar.
O problema de ter o homem como o centro das coisas é que ele não vê como Deus vê. Deus olha pra nós e vê que nossa estrutura é pó e de forma assustadora e incompreensível Ele nos aceita e diz que nos ama. Deus é caloroso, o homem é sempre frio. Deus se importa com o que está dentro, o homem vê o exterior. Deus se importa com suas emoções, o homem está preocupado com o rendimento financeiro. Sendo antropocêntrico o homem joga fora a salvação para mendigar a aceitação.
Não há como mudar o fruto de uma árvore sem que se mate sua raiz, sem que se transforme sua essência. Todos os frutos ruins de nossa sociedade vem de uma raiz de amargura sofrida nos pontos mais críticos dos relacionamentos entre as pessoas. Se quisermos acabar com a violência, com a depressão, com o abuso sexual, com as drogas e com a promiscuidade atual precisamos endireitar nossos passos em direção a uma mudança de essência, de pensamento, de prioridades. Precisamos reassumir nossa teocentria, deixando realmente Deus no centro de tudo.
Precisamos entender melhor como o temor do Senhor pode nos tornar pessoas melhores, como podemos vencer o próprio mundo que se levanta contra nós. Ser sábio não é dominar as ciências, mas temer ao Senhor é o princípio do saber. Temer ao Senhor é não temer aos homens. Temer ao Senhor é submeter-se a Ele.





Amilton Joaquim
Casado com Alba Aureliano
Missionário e Vice presidente da JOCUM Maceió
Estudante de Relações Públicas na UFAL
e Membro da 1ª igreja Batista em Satuba - AL


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